Favoritos do México – Cochinita Pibil

Esse prato é simplesmente incrível. Assim como o Chile en Nogada, é o tipo de sabor que eu nunca havia experimentado antes, incomparável. Assim que provei se converteu automaticamente em um dos meus pratos favoritos do México!

Cochina Pibil

É um prato típico do estado de Yucatán. É uma mistura da cozinhas européia e Maya, porque uniu a carne de porco (vinda Espanha) com os métodos de cocção pré hispânicos no México. Segundo meu conhecimento da língua espanhola (a-ham) ‘cochinita’ vem de ‘cochino’ que significa porco. E pibil, na língua maya (isso eu tive que pesquisar) significa ‘baixo terra’ ou seja, assado embaixo da terra, em um buraco no chão.

Um dos ingredientes principais é o achiote. É uma ‘pasta’ feita a partir de frutos de uma árvore do mesmo nome, que é usada como condimentos em diversos pratos. Os Mayas também usavam como repelente e corante de produtos lácteos.

Imagem: cookdiary.net

A receita tradicional da cochinita pibil exige forrar uma forma com folhas de bananeira e colocar sobre elas perna e lombo de porco. O achiote se disolve em suco de laranja (bem azedinha) e especiarias (são várias, como pimenta, orégano e chile). Se banha a carne com essa mescla e se deixa marinando pelo menos 8 horas ou da noite para o dia. Depois se assa a carne com as folhas de bananeira em um buraco na terra, com lenha, até que esteja completamente macia.

Quando fizemos isso na escola, basicamente deixamos a carne marinando em alto vazio por um ou dois dias, depois cozinhamos na panela de pressão com a marinada e acertamos o sabor com vinagre e sal. Deve ser BEM azedinho.

Esse prato se acompanha com tortillas, cebola roxa e chile habanero (um dos mais picantes do mundo).

No começo do ano passei por Mérida, capital de Yucatán e comi a melhor cochinita pibil da minha vida. Nada como comer um prato típico justamente no lugar que ele surgiu, né? Não tem erro!

Em breve meu último post sobre meus pratos favoritos mexicanos 😛

Volte logo! 🙂

Facebook Comments

Ana Poli

Ana nasceu e cresceu em Jundiaí, Sao Paulo, e aos 17 anos embarcou numa aventura – forçada, diga-se de passagem – de mudar-se com a sua família para a Cidade do México. Lá se formou em Gastronomia, e aprendeu que o mundo é grande demais para passar desapercebido. Hoje em dia vive na Estônia, trabalha como cozinheira e adora viajar, comer, e contar tudo no seu blog elculinario.org.

0 Comments

  1. me formei no Gato Dumas, na Argentina. ano que vem vou estudar mais na França, se tudo der certo.

    e que vontade que deu agora de comer comida mexicana! mmmmm!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *