Roadtrip em Portugal

Quando compramos as passagens para Portugal, nós não tínhamos muita ideia do que esperar mas já sabíamos que ia ser uma viagem incrível. Lembro que eu e o mozão namorado estavámos procurando passagens e como ele estava extremamente indeciso eu gritei disse: “compra pra Portugal e pronto! Compra!” 😂

O que a gente esperava dessa viagem era visitar praias lindas (e com muitas ondas – tem surfista em casa) e aproveitar o calor. Eu, pessoalmente, estava louca para comer tudo o que eu tivesse direito e usar a oportunidade de conversar em português (as vezes dá muita saudade de falar nossa própria língua).

Por do sol em Peniche

O itinerário

Nosso voo chegou em Porto, e a ideia era alugar um carro e dirigir pela costa, chegando até o sul de Portugal (região de Algarve) e depois dirigir de volta a Porto. No total visitamos 8 cidades: Porto, Espinho, Nazaré, Peniche, Lagos, Sagres, Ericeira e Lisboa. Ufa! A verdade é que esse itinerário foi bem corrido, ficando em uma cidade diferente por noite (menos Porto, que passamos duas noites). No final das contas chegamos à conclusão que teríamos aproveitado mais ter ficado um pouco mais nas praias, mas mesmo assim acho que valeu muito a pena o trajeto que fizemos por que conhecemos muitos lugares bacanas e lindos demais.

 

As cidades

Começamos em Porto, cidade Patrimônio Mundial, e nem preciso falar que é linda, né? O rio Douro atravessa a região norte de Portugal e divide a cidade do Porto em duas. Ficamos praticamente um dia e meio em Porto, e vimos alguns dos lugares turísticos principais (mas não todos) e é claro que também aproveitamos para degustar o vinho do Porto, que é produzido no Vale do Douro.

Do alto da ponte D. Luis I. Embaixo é a região da Ribeira

 

Degustação de vinho do Porto na casa Calém

Na primeira noite nos aventuramos a comer na região da Ribeira (as beiras do rio Douro, essa rua com casinhas coloridas). Nessa rua tem muitíssimos restaurantes, alguns bem finos e outros com mais cara de botequo. Adivinha qual fomos? Boteco, lógico.

Eu quis experimentar a famosa Francesinha, que nada mais é que a versão portuguesa do croqué-madame (leia-se sanduíche de presunto e queijo) com mais queijo ainda derretido por cima, e um molho a base de cerveja. Eu gostei, mas não achei nada demais e praticamente em todo lugar tem. O mozão pediu o Prego ao prato, que é um tipo de prato feito com arroz, salada, carne, ovo frito, batata e uma fatia de presunto e uma de queijo.

Francesinha e Prego ao prato

Na segunda noite em Porto, decidimos procurar um restaurante em Espinho, a 30 minutos de carro. A gente queria sair um pouco da cidade e ver como era a praia, então encontramos no Tripadvisor (nunca deixo de pesquisar antes de ir em algum restaurante que não conheço, preciso fazer um post sobre isso! 😂) o restaurante Kurika, que era o melhor avaliado da cidade. A comida era muito boa sim, e o atendimento ótimo. Aliás, achei que todos os portugueses foram muito gentis e educados conosco (coisa difícil de ver aqui deste lado do mundo, cof, cof). Pedimos o bacalhau a moda de Braga (ele é frito e acompanha batata, salada e um refogado de pimentão).

Bacalhau a moda de Braga

Depois de Porto, nossa segunda parada era Peniche. Mas no meio do caminho demos uma passadinha em Nazaré, uma das praias mais famosas de Portugal e do mundo, por ter o título de ser a praia com as maiores ondas do mundo e a maior onda já surfada (mais de 24 metros). E é claro que quando fomos não tinha nenhuma mísera onda pra contar história, por que somos muito cagados é verão (o fenômeno é só no inverno). Bú!!

Nazaré, sem nem uma onda 🙁

Chegando em Peniche o objetivo era passar o dia surfando (no meu caso, deitada na praia) e ficamos numa praia cujo nome amei: Supertubos. A praia é linda, super limpa e organizada, não estava muito cheia. Venta bastante e a água do mar é bem gelada (nesse dia acho que dava uns 18 graus). Aliás, todas as praias que fomos a água era super gelada, mas na areia é bem quente, eu como sempre estive untada no bloqueador 50 o dia todo.

No topíneo de uma das falésias de Peniche

Passamos o dia aí e de noite dirigimos para Lagos. É bem longe de Peniche, e no dia seguinte já tínhamos que dirigir de volta até Lisboa (mais ou menos a mesma distância) e foi aí que nos arrependemos de não ter ficado uma noite a mais em Lagos para descansar. A região de Algarve é linda demais, e já prometemos a nós mesmos que a próxima vez em Portugal será só na região sul. Em Lagos visitamos a Praia Dona Ana, que tem a areia mais cheia de conchinhas que já vi (linda, linda!) e o mar é bem calminho, água super limpa e cristalina (também gelada) e a praia é rodeada de falésias (em toda essa região as praias são assim) que são essas enconstas íngremes rochosas que terminam bem no mar.

Praia Dona Ana feat. mozão e as falésias. A cor do mar e do céu são surreais! 😀

Perto de Lagos fica Sagres, um dos lugares que eu mais esperava ver nessa viagem por que é onde fica o extremo mais ocidental do continente europeu, ou seja, é a pontinha de terra que está mais “saida” do continente, também conhecido como Cabo de São Vicente. A vista é linda, mas foi um pouco decepcionante encontrar a entrada para o farol fechada, já que ali seria a melhor vista e os visitantes só podiam estar circulando ao redor da ponta, e não na ponta em si. Mesmo assim, mais uma vez as falésias são impressionantes e até bastante emocionante ver o oceano ali, sem nenhuma terra à vista.

Cabo de São Vicente. De novo, olha essas cores! *aplausos*

Alí mesmo perto do Cabo, acabamos encontrando a Praia do Tonel. Gente, sem palavras para descrever o que foi encontrar aquela praia. O caminho é de terra e bastante deserto, e na praia tinha pouquíssima gente além de nós. O lugar é virgem, não tem casas, restaurantes, hotéis, nada. Só a praia, as falésias e milhares de ouriços do mar nas ondas.

Praia do Tonel

Depois de passar um tempinho nessa praia, voltamos para Sagres almoçar e nos preparar para pegar a auto estrada novamente até Lisboa. Chegamos lá bem tarde, então aproveitamos para descansar e curtir a cidade no dia seguinte. A cidade é enorme comparada com todas as outras que tínhamos passado até então, e fomos aconselhados a estacionar o carro em Belém por que no centro de Lisboa é muito complicado mesmo.

O calor estava terrível e como não queríamos gastar o dia todo na cidade, decidimos visitar só a Cidade Alta, almoçar alguma coisinha e aproveitar a vida, né gente. Se nós gostamos de Lisboa? Hmm… então. Acho que se eu tivesse visto mais a cidade com calma, e realmente conhecido os lugares mais importantes e as vezes até menos turísticos, talvez sim. Mas a verdade é que achei bem caótica, bem suja e apertada, mas por outro lado muito interessante e bonita. As ruazinhas apertadas são sim lindinhas, as casinhas coloridas e todas as ladeiras tem sua graça. Passamos um dia bem gostosinho passeando e fomos almoçar no café A Brasileira, onde nos deliciamos com muitas coxinhas e bolinhos de bacalhau.

Uma das ruazinhas da cidade alta

Café A Brasileira e muitos turistas 🙁

No mesmo dia tínhamos que dirigir de volta para Porto, pois nosso voo era bem cedo na manhã seguinte. No meio do caminho decidimos parar em Ericeira, que é outra praia costeira e foi aí que nos arrependemos muito de não ter ido mais cedo 😭 A cidade é linda, o clima estava ótimo para ficar na praia (mais um lugar que temos que voltar).

Praia em Ericeira

Aprendizados

Essa foi nossa primeira roadtrip, e mesmo que aos trancos e barrancos nós curtimos muito. As paisagens da estrada são muito bonitas, e cada cidade que visitamos foi especial, com certeza é uma viagem que nós nunca vamos esquecer.

É claro que como em quase toda viagem tem sempre algo que podemos aprender para não repetir no futuro, como por exemplo ficar só uma noite em algum lugar sendo que no dia seguinte vamos dirigir mais de 3 horas, ou talvez colocar algum lugarzinho alí no meio do caminho para a viagem não ser muito cansativa. Mas a vida continua! Viajar é uma delícia, e conhecer Portugal foi maravilhoso.

Casas de Nazaré


Espero que vocês tenham gostado de ler sobre a minha viagem – e gostaria de ouvir o que mais vocês querem saber sobre o tema – como o aluguel de carro, hotéis, comida, etc. Qualquer sugestão é bem vinda! Beijos e até o próximo post 😉


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Ana Poli

Ana nasceu e cresceu em Jundiaí, Sao Paulo, e aos 17 anos embarcou numa aventura - forçada, diga-se de passagem - de mudar-se com a sua família para a Cidade do México. Lá se formou em Gastronomia, e aprendeu que o mundo é grande demais para passar desapercebido. Hoje em dia vive na Estônia, trabalha como cozinheira e adora viajar, comer, e contar tudo no seu blog elculinario.org.

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