Restaurantes em Tallinn: OKO

O Restaurante OKO é da mesma “rede” do Noa e Tuljak. Está um pouquinho afastado de Tallinn, em Kaberneeme, localizado em um porto bem pequenino e em uma zona bem residencial. O lugar é muito bonito, e eu acho que ainda mais no verão, já que a decoração da casa é bem “praieira”, com móveis branquinhos e tons de azul claro. A proposta deles é ser bem caseiro, usando ingredientes em sua maioria locais.

O menú

Restaurante OKO: manteiga e pay negro

Começamos com o pão negro com manteiga, e como de costume ele é feito na casa. Eu gostei, acho que já experimentei melhores (inclusive nos outros restaurantes da mesma rede) mas foi bom. Ele veio dentro de uma caixa (todos os três restaurantes tem essa obsessão por caixinhas de madeira) e a manteiga veio dentro de uma concha. Achei um toque fofo, combinando com o ambiente.

Cerveja artesanal OKO

Kristjan pediu essa cerveja artesanal que não é feita no restaurante em si, mas é feita especialmente para o OKO. É boa, comparando com outras artesanais que podemos encontrar na Estônia, acho que essa pode ser uma das melhores.

entrada de peixe OKO

De entrada pedimos um filé de peixe branco salgado (29€). Ele vem acompanhado de pão branco, creme ácido, goma wakame, cebola roxa e ovas de peixe. Sinceramente? Achei caríssimo. Todos os ingredientes usados nesse prato são baratos (começando pelo pão), e o peixe me custa acreditar que possa ser fresco. A ideia e as combinações são boas, mas o preço, muito exagerado.

salada de beterraba e queijo de cabra OKO

Outra entrada foi a salada de beterraba e queijo de cabra (12€). Bonita, não experimentei mas nossa companhia comentou que a beterraba estava um pouco crua no centro. Apesar disso, combinação “mais do mesmo”, mas que dá certo.

pesca do dia OKO

De prato principal o Kris pediu a pesca do dia (19€), que era um filé de zander europeu (não sei bem o nome em português, em inglês é pike perch), acompanhado de uma salada de couve (kale). Eu acho que esse foi o prato mais decepcionante de todos, a kale era impossível de mastigar e engolir. Esse tipo de couve é muito dura, é necessário amassar super bem antes de comer crua dessa maneira. E o peixe, que mais uma vez nos foi dito que era fresco, eu simplesmente não consigo acreditar. Consegui-lo fresco por aqui é muito difícil, embora o congelado é de boa qualidade e fica muito gostoso se preparado corretamente. O problema é desinformar o cliente, né?

risotto de cogumelo selvagem OKO

Para mim, escolhi o risotto de cogumelos selvagens (12€). Ele também vem com carne de coelho e… bastante creme de leite. Tinha pouquíssimos cogumelos, e dada a baita floresta que tem atrás desse restaurante, o mínimo que eu esperava é que tivesse muito, muito mesmo. Afinal fui lá comer comida local, né? E creme de leite em risotto… deixa pra lá. E por cima tinha bastante rúcula, um toque que pessoalmente não gostei muito, nem do sabor nem de vista.

porco defumado OKO

Outro prato principal foi o porco defumado (18€), que sinceramente não posso opinar porque não experimentei. O menu indica “a moda do chef”, então imagino que possa mudar de um dia para o outro.

Considerações sobre o OKO

Até agora eu tentei ser positiva nas minhas resenhas de restaurantes, mas nesse caso em especial acho que foram tantos pequenos erros que me incomodaram que eu já estava me sentindo um pouco mal e culpada de estar ali antes mesmo de chegar ao prato principal (fomos convidados pela mãe do Kris, assim que não era meu dinheiro que estava sendo mal gasto, assim que eu me senti culpada mesmo).

Nós nem chegamos a cogitar a sobremesa por que já faziam horas que estávamos ali, e haviam apenas 3 mesas além de nós. Entre as entradas e o prato principal, esperamos mais de 30 minutos.

Outro aspecto negativo (e que também existem nos outros dois restaurantes da rede) é a água: a garçonete simplesmente disse que não nos serviria água da torneira, que o único “serviço” de água era engarrafada. Quanto custa a garrafa de água? 5€. Em quatro pessoas, nós tomamos 3. Isso mesmo, 15€ em água, que, diga-se de passagem, chega aberta à mesa. Dá pra gente saber de onde realmente veio a água? Eu acho que não dá.

Sem contar o serviço que, assim como em muitos lugares por aqui, é bem falho. A garçonete “esqueceu” da gente em diversas ocasiões, simplesmente ignorando nossa mesa.


RESTAURANTE OKO


Eu não sei se só nossa experiência foi ruim, se o Chef estava de férias, ou o que foi que aconteceu. Para a quantidade de dinheiro que pagamos pelo jantar, eu esperava muito mais, e por fazer parte da rede do Noa e Tuljak, eu certamente esperava algo do mesmo nível.


OKO Resto
Sadama tee 1,
Kaberneeme jahisadam
Tel: 53 00 4440


 

EDIT: há um aviso na página do restaurante – estarão fechados até a primavera de 2018.

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Ana Poli

Ana nasceu e cresceu em Jundiaí, Sao Paulo, e aos 17 anos embarcou numa aventura - forçada, diga-se de passagem - de mudar-se com a sua família para a Cidade do México. Lá se formou em Gastronomia, e aprendeu que o mundo é grande demais para passar desapercebido. Hoje em dia vive na Estônia, trabalha como cozinheira e adora viajar, comer, e contar tudo no seu blog elculinario.org.

2 Comments

  1. É tão frustrante se decepcionar com comida, ainda mais que pela rede e os preços vc já vai esperando algo bom. E fiquei de cara aqui tb com o preço da água e já chegar aberta assim, vc nem sabe a procedencia.
    =/

    • Pois é, Tais! Agora já sabemos que temos que exigir a água da torneira, não é certo se negar, né?

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